Relembre os fracassos do Google em seus 20 anos

Os 20 anos de história do Google, completados neste mês, não foram só de conquistas (relembre aqui).  Apesar de ser hoje uma das maiores e mais influentes empresas do planeta, nem tudo o que o Google tentou deu certo: na verdade, muitos produtos lançados acabaram abandonados algum tempo depois sem muito alarde, conforme cada vez menos pessoas acessavam e usavam determinados serviços.

Abaixo selecionamos algumas investidas fracassadas do Google, seja em produtos específicos, ou em categorias inteiras de serviços e apps que simplesmente não decolaram. Para cada motor de busca ou serviço de e-mail bem-sucedido, a empresa também lançou plataformas de vídeo ou peças de hardware que jamais chegaram às lojas.

Google Glass

Um dos fracassos mais icônicos do Google certamente é o Glass: os óculos de realidade aumentada prometiam um futuro brilhante em que informações do mundo virtual se misturavam ao real, mas, na prática, o aparelho não servia para muita coisa.

O Google Glass tinha um hardware bem básico e uma proposta simples: a partir de uma das lentes dos óculos, o usuário poderia checar informações do mundo ao seu redor com acesso à internet: olhe para uma placa quando estiver em uma viagem e confira a tradução direto na tela do Glass.

Apesar de todos os esforços do Google, o Glass não agradou. Ele era caro quando foi lançado (US$ 1,5 mil por uma versão de testes) e logo se mostrou pouco útil.

Depois do barulho inicial, o produto foi sendo esquecido, até que o Google mudou sua abordagem. O Glass Enterprise Edition, lançado em 2013, era voltado para profissionais de áreas bem específicas que podem se beneficiar dos dados em tempo real que os óculos oferecem. Para o público geral, no entanto, ele não serve para quase nada.

Google Video

Concebido na mesma época do YouTube e com uma proposta similar - uma plataforma para usuários enviarem e compartilharem vídeos próprios -, o Google Video não precisou de muito tempo para perceber que o fim estava chegando: ele foi lançado em janeiro de 2005, e em novembro do ano seguinte o YouTube foi comprado pelo Google por US$ 1,6 bilhão.

A aquisição de um rival que se tornou mais popular é um sinal claro de que um serviço está fadado ao fracasso. O Google Video resistiu por algum tempo depois: ele aceitou novos envios de usuários até 2009, e foi definitivamente desativado em 2012.

Hoje em dia até existe um "Google Video": é uma versão do motor de busca adaptada para vídeos, que consegue buscar conteúdo mesmo fora do YouTube.

Nexus Q

Uma das primeiras investidas do Google no mundo do hardware não chegou nem a ser vendida em lojas. O Nexus Q foi apresentado em 2012 como um "reprodutor de mídia social", mas acabou sendo abandonado pouco tempo depois sem nunca ter sido enviado a compradores e foi abandonado de vez em janeiro de 2013.

O Nexus Q era uma espécie de set-top box dedicado à internet: ele podia transmitir vídeos do YouTube na TV, assim como filmes e séries adquiridos pela Play Store. O dispositivo também funcionava como um alto-falante para reprodução de música. Ele deveria custar US$ 299. Parte do seu conceito foi reaproveitado no Chromecast, lançado no ano seguinte.

Compras na Internet? Para aproveitar as melhores ofertas, baixe a nova extensão do Olhar Digital. Além da garantia do melhor preço, você ainda ganha descontos em várias lojas. Clique aqui para instalar.




RECOMENDADO PARA VOCÊ